História de Morro de São Paulo

History of Morro de São PauloA história de Morro de São Paulo se inicia em 1531, quando o navegador português Martim Afonso de Souza ancorou sua frota na ilha que ele batizaria de Tynharéa e que mais tarde acabou sendo transformado em Tinharé.

Em 1534 o território que atualmente compõe o estado da Bahia foi dividido em três Capitanias Hereditárias, que eram grandes extensões de terra doadas pelo rei de Portugal a pessoas de sua confiança para que colonizassem as terras. Estas capitanias foram: a Capitania de Porto Seguro, a Capitania da Bahia e a Capitania de Ilhéus que abrange a Costa do Dendê onde se localiza a ilha de Tinharé. A Capitania de Ilhéus, foi doada a Jorge de Figueiredo Correa, que permaneceu em Portugal e enviou Francisco Romeiro como seu representante para colonizar as terras. Em 1535, Francisco Romeiro chegou na ilha de Tinharé e fundou no extremo norte da ilha o povoado de Morro de São Paulo.

Com o passar dos anos, Morro de São Paulo assumiu um papel importante na defesa da costa brasileira, já que esta era alvo de contantes ataques estrangeiros neste período. Em 1624, o comandante holandês Johan Van Dortt desembarca com sua esquadra na ilha de Tinharé antes do ataque à cidade de Salvador. Assim, sob o comando do governador na época Diogo Luiz de Oliveira, tem início em 1630 a construção da Fortaleza em Morro de São Paulo para proteger o arquipélago de Tinharé e a entrada da Baía de Todos os Santos, evitando assim novos ataques a capital. Após mais de um século de construção, a fortaleza tinha em 1748 uma muralha de quase mil metros de extensão e contava com um efetivo militar de 183 homens e 51 peças de artilharia.

Em 1746 foi construída a Fonte Grande com o objetivo de tratar e abaster água potável aos soldados da Fortaleza e aos habitantes da vila e entre os anos de 1850 e 1855 é construído, pelo engenheiro João Monteiro Carson , o farol com a função de orientar os navegadores. Em 1859 Morro de São Paulo recebe a visita da Família Real e de D. Pedro II e de acordo com suas anotações o vilarejo era habitado na época por cerca de 300 famílias.

Com o final do período colonial, Morro de São Paulo perde sua importância militar e torna-se um tranquilo vilarejo de pescadores. Somente a partir dos anos 60 começa o desenvolvimento do turismo em Morro de São Paulo, que inicialmente recebia os veranistas vindos principalmente de Salvador. Na década seguinte, Morro de São Paulo recebe a visita de hippies, o que contribuiu para o vilarejo tornar-se conhecido mundialmente.